Importações de carros chineses continuam na mira da indústria brasileira – Ange360
Importações de carros chineses continuam na mira da indústria brasileira

Importações de carros chineses continuam na mira da indústria brasileira

O cenário automotivo brasileiro segue em ebulição, com um tema central dominando os debates: a crescente importação de veículos, especialmente os provenientes da China. A indústria nacional, representada pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), intensifica seu lobby pela retomada da tributação integral para os carros eletrificados, em uma tentativa de frear o avanço dos concorrentes estrangeiros.

Na última sexta-feira, durante a coletiva de imprensa que divulgou os resultados da indústria automotiva, a questão das importações foi exaustivamente debatida. Os números apresentados pela Anfavea revelam um aumento significativo no volume de veículos importados, com um total de 75 mil unidades licenciadas no primeiro bimestre de 2024, um crescimento de 26,2% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Apenas em fevereiro, as importações somaram mais de 35 mil carros vendidos, um aumento de 28% em comparação com fevereiro de 2023, embora tenha havido uma leve queda de 9% em relação a janeiro de 2024.

Um dado que chama a atenção é a participação dos carros chineses nesse cenário. Mais de um quarto das importações são provenientes da China, totalizando mais de 20 mil unidades no primeiro bimestre, um aumento de 36% em relação ao mesmo período do ano anterior. Esse crescimento expressivo evidencia a força da indústria automotiva chinesa e sua capacidade de conquistar espaço no mercado brasileiro.

O presidente da Anfavea, Marcio de Lima Leite, atribui a leve queda nas importações em relação a janeiro ao aquecimento do mercado interno argentino. Segundo ele, a maior demanda interna na Argentina tem reduzido a disponibilidade de veículos para exportação, o que impacta diretamente o mercado brasileiro.

No entanto, mesmo com essa leve queda, a tendência de crescimento das importações é evidente. Os veículos importados já representam 21,1% do total de licenciamentos no primeiro bimestre, a maior fatia desde 2012, segundo a Anfavea. Essa participação crescente preocupa a indústria nacional, que teme perder espaço para os concorrentes estrangeiros.

A Anfavea projeta que as importações de veículos de fora do Mercosul devem alcançar cerca de 300 mil unidades em 2024, em um mercado total estimado em 2,8 milhões de unidades. Esse volume expressivo de importações reforça a urgência do debate sobre a tributação e a necessidade de medidas para proteger a indústria nacional.

O lobby da Anfavea pela retomada do imposto de importação em sua alíquota cheia é uma tentativa de criar um ambiente mais competitivo para a indústria nacional. A associação argumenta que a tributação é necessária para equilibrar as condições de concorrência e evitar a perda de empregos no Brasil.

A chegada de navios carregados de carros chineses, como os da BYD e da Omoda & Jaecoo, reforça a pressão sobre a indústria nacional. A Anfavea argumenta que a situação está se agravando, especialmente diante das barreiras que estão sendo impostas a produtos chineses em outros países.

A associação teme que o Brasil se torne um destino preferencial para os carros chineses, o que poderia prejudicar a indústria nacional e levar à perda de empregos. A Anfavea defende que é preciso agir com urgência para proteger a indústria brasileira e garantir a competitividade do setor.

Além da questão das importações, a coletiva de imprensa da Anfavea abordou outros temas relevantes para a indústria automotiva, como o desempenho das exportações, os desafios do novo CEO da associação e as possíveis consequências das medidas protecionistas adotadas por outros países, como os Estados Unidos.

As exportações de veículos apresentaram um forte crescimento no primeiro bimestre, o que é um sinal positivo para a indústria nacional. No entanto, a Anfavea alerta para a necessidade de melhorar a competitividade do setor para garantir a sustentabilidade das exportações a longo prazo.

A chegada de um novo CEO à Anfavea também foi tema de debate. Os desafios que o novo líder terá que enfrentar incluem a necessidade de modernizar a indústria, investir em novas tecnologias e buscar soluções para os problemas de competitividade do setor.

As medidas protecionistas adotadas por outros países, como os Estados Unidos, também foram tema de discussão. A Anfavea acredita que essas medidas podem criar oportunidades para o Brasil, caso o país consiga se posicionar como um fornecedor alternativo de veículos e autopeças.

Em resumo, o cenário automotivo brasileiro é marcado por desafios e oportunidades. A crescente importação de carros chineses é um dos principais desafios enfrentados pela indústria nacional, que busca medidas para proteger o setor e garantir a competitividade do país. A Anfavea intensifica seu lobby pela retomada da tributação integral para os carros eletrificados, em uma tentativa de frear o avanço dos concorrentes estrangeiros.

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